Conversinha - O leitor do trem das 6h27 07/52

Bom dia pessoal

Quase 4h da madruga e eu terminei a leitura desse livro super curto do Jean-Paul Didierlaurent...

Pra começar a conversinha sobre ele, quero deixar claro que foi uma leitura despretensiosa e o li com a mente aberta, porque sei que autores franceses não são muito convencionais, pelo menos os que li até hoje foram assim, rs.  Bom, gostei da leitura, é rápida e de uma temática única "livros", o personagem trabalha numa usina que recicla livros para a impressão de novos e mantém um relacionamento estranho com o seu trabalho, pois o abomina veementemente.

O personagem que fica na guarita da usina, Yvon, é um escritor e fanático por peças teatrais e todos os seus diálogos são nesse formato, ele é um dos dois amigos de Guylain. Realmente um homem peculiar.

Giuseppe é o antigo operador da máquina trituradora e perdeu as pernas em um acidente nela, desde então está em uma busca por todos os exemplares que foram impressos a partir da prensagem do dia de seu acidente, pois acredita que parte de suas pernas estão vivas nesses livros...e Guylain tem um papel a desempenhar nessa busca e história.

Guylain, óbvio, é o leitor do trem, onde todos os dias lê páginas que salva da máquina quando faz a limpeza dela diariamente, ele as chama de pele e as lê aleatoriamente. Isso porém muda no dia em que encontra um pendrive no trem, que coincidentemente contém escritos de uma escritora amadora.

Até aí eu gostei bastante do livro, em várias partes ele me trouxe um sorriso nos lábios, depois da introdução da personagem de Julie, achei um pouco mais maçante, não por preconceito, mas achei tão desnecessário os relatos de uma pessoa que trabalha na limpeza de banheiros e narra tudo o que acontece ali, inclusive as suas assimilações de sons, odores, o que cada passante por ali faz nas cabines e etc. Achei meio repugnante essas descrições, de repente por ser uma pessoa de estômago fraco, kkkk

Pra finalizar, o livro teve um final feliz, onde os personagens se conhecem e ....

O livro serviu a seu propósito, porém poderia ter sido uma leitura mais proveitosa.

Um romance sensível sobre o poder dos livros e da literatura.

Operário discreto de uma usina que destrói encalhe de livros, Guylain Vignolles é um solteiro na casa dos trinta anos que leva uma vida monótona e solitária. Todos os dias, esse amante das palavras salva algumas páginas dos dentes de metal da ameaçadora máquina que opera.
A cada trajeto até o trabalho, ele lê no trem das 6h27 os trechos que escaparam do triturador na véspera. Um dia, Guylain encontra textos de um misterioso desconhecido que vão fazê-lo buscar cores diferentes para seu mundo e escrever uma nova história para sua vida.
Com delicadeza e comicidade, Didierlaurent revela um universo singular, pleno de amor e poesia, em que os personagens mais banais são seres extraordinários e a literatura remedia a monotonia cotidiana.

Bom, bora pro próximo!

beijosss

Um comentário:

  1. Eu fiquei curiosa com a sua resenha, amiga. Tem que ir com a mente aberta mesmo, tentando assimilar o que o autor quis transmitir, mas essa parte escatológica eu tbem dispensaria, kkkkkk

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