Conversinha - As memórias do Livro 14/52

Olá Pessoal

Olha eu de volta! Dessa vez vim falar sobre o livro "As memórias do livro" - Romance sobre o manuscrito de Sarajevo da Geraldine Brooks. Foi uma leitura para o Projeto Tem que ler mesmo, que em janeiro e fevereiro pedem leituras relacionadas à Oceania...já havia lido Baia da Esperança (Jojo Moyes) que se passa na Austrália, e dessa vez escolhi uma autora australiana, que teve um outro livro premiado pelo Pullitzer de Ficção (O Senhor March). Nunca havia lido nada da autora que também é uma jornalista e posso dizer que gostei bastante, tanto que já consegui trocar no Skoob o citado livro premiado.

Mas vamos ao que interessa...

Gostei muito da dinâmica do livro, intercalando presente e passado, a autora inclui tipo uns contos para cada situação do passado, com personagens novos e datas diferentes, passeamos pela Inquisição, Segunda Guerra Mundial, Guerra Civil Bósnia e outros cenários, como a Espanha. Sempre tendo como pano de fundo o livro Hagadá, que é a história do exudus dos judeus. Realmente muito interessante tudo o que nos é apresentado. Porém vale ressaltar que a autora mesclou fatos históricos com ficção, assim sendo não temos fatos completamente reais sobre as andanças desse manuscrito.

A personagem central é a restauradora austríaca de livros antigos Hanna, eu gostei muito dela, porém andei lendo altas críticas falando sobre sua frieza e superficialidade nos relacionamentos. Eu porém a vi com outros olhos, uma pessoa que sabe o que quer e não tem medo de buscar aquilo que lhe dará prazer, sem assumir compromissos, vemos essa atitude em tantos homens, mas quando é uma mulher que o apresenta, logo é crucificada. Mas enfim...esse livro não era realmente sobre relacionamentos amorosos, e sim sobre o relacionamento das pessoas com o livro, como cada dono em épocas diferentes deixou a sua marca nele, como várias pessoas se expuseram ao perigo para salvá-lo. Então para mim, o papel de Hanna é secundário.

Acima de tudo é uma história que mostra como as pessoas amam os livros, independente de religião, cor, raça e etc...uma verdadeiro amante da literatura vê valor em todos os livros. Para mim essa foi a mensagem mais forte do livro.

Bom pessoal, foi uma leitura contemporânea diferente, do tipo que quero ler mais...tenho percebido um aumento no número de livros bobinhos lidos e menos livros de conteúdo, mais analíticos e densos, enfim, um novo projeto tomará forma de agora em diante, adquirir somente leituras com conteúdo mas pragmático.... Mas bora ler, sempre!

Obs: só queria deixar um adendo aqui referente à edição desse livro, achei muitos, mas muitos erros nele, uma pena, deveriam ter tido mais cuidado nisso.

Da Espanha de 1480 até a enfraquecida Sarajevo de 1996, um livro sagrado de valor incalculável é caçado por fanáticos políticos e religiosos. Seu destino está nas mãos de uma talentosa conservadora de livros a charmosa protagonista Hanna, e sua recuperação resulta em um mistério histórico arrebatador.

Quando Hanna é chamada a Sarajevo para examinar o Hagadá, um código judaico do século XV que havia desaparecido durante a guerra da Bósnia, ela não pode acreditar que um documento tão maravilhoso estava preservado depois de tantas guerras e tanto preconceito. A partir de pistas encontradas no próprio manuscrito uma asa de inseto, manchas de vinho e um pêlo branco Hanna desvenda uma série de enigmas fascinantes e reconstrói as memórias do livro. E o resultado é um verdadeiro épico, uma corrida contra o tempo para revelar o passado e dar espaço à crônica da história do livro, enquanto Hanna procura a cura para uma criança vítima da intolerância da guerra, um amor impossível, sua própria identidade e proteção: do Hagadá e de sua própria vida.

Beijos e até logo!

<3

2 comentários:

  1. Adorei a leitura conjunta, amore! Quero muito ler o premiado , me espera! Rsrsrs
    Sério que teve críticas sobre a postura da Hanna? Mas é o que menos importa no livro...afff.... Acho que a dinâmica familiar explica bem o comportamento dela. Fala sério, o que é aquela mãe?
    Ainda estou fazendo a minha resenha, tive as mesmas impressões que vc. Além da questão de livro como objeto, como algo de apego e amor, o lado histórico é riquíssimo. Mesmo sendo parte ficcional , o trabalho de pesquisa foi incrível! Adorei viajar por outras épocas, e achei esses trechos muito bem amarrados, e os personagens muito bem estruturados. Eram mesmo pequenos contos, ótimos , por sinal, e dava vontade de ler mais.
    O que me chamou atenção além das religiões foi o papel de destaque atribuído às mulheres. Foi um livro que me tocou bastante , reuniu vários elememtos que gosto muito , numa escrita envolvente e bem estruturada.

    ResponderExcluir
  2. Adorei a resenha, já estava na fila e aumentou minha vontade de ler!
    Beijos!!!

    ResponderExcluir