#marçolendomulheres - O papel de parede amarelo

Olá pessoal

Hoje a tarde li um conto da considerada feminista Charlotte Perkins Gilman chamado O papel de parede amarelo.

É um conto meio autobiográfico publicado em 1892 por essa autora estadunidense, em seu conto ela faz uma crítica ao tratamento às mulheres daquela época que eram tidas como frágeis fisica e psicologicamente. Retrata uma depressão nervosa da personagem em um período de 3 meses em uma casa no campo, para onde o marido médico a levou para descansar e melhorar. Ali ela se viu presa, sem poder trabalhar ou até mesmo escrever em seu diário, pois o marido dizia que ela se esgotaria fazendo isso.

No quarto em que foi designado ao casal na casa meio abandonada havia um papel de parede amarelo horrível e opressor e desde o primeiro instante a personagem se sentiu incomodada com ele...
A partir daí a sua obsessão com o papel foi tomando proporções cada vez maiores até chegar a um nível de insanidade mesmo.

É impressionante acompanhar todo esse processo da personagem, é aflitivo e desesperador.
Uma clara crítica aos métodos de confinamento à pacientes depressivos e ou com problemas mentais.

Enfim...leitura rapidinha e super fluida. Indico.

Sinopse do skoob:
Este clássico da literatura feminista foi publicado originalmente em 1892, mas continua atual em suas questões. Escrito pela norte-americana Charlotte Perkins Gilman, ele narra, em primeira pessoa, a história de uma mulher forçada ao confinamento por seu marido e médico, que pretende curá-la de uma depressão nervosa passageira. Proibida de fazer qualquer esforço físico e mental, a protagonista fica obcecada pela estampa do papel de parede do seu quarto e acaba enlouquecendo de vez. Charlotte Perkins Gilman participou ativamente da luta pelos direitos das mulheres em sua época e é a autora do clássico tratado ”Women and Economics”, uma das bíblias no movimento feminista. 

Sobre a autora:
Charlotte Perkins Gilman nasceu em Connecticut, Estados Unidos, no dia 3 de julho de 1860 e morreu, aos 75 anos, em 17 de agosto de 1935 na Califórnia. Ela foi diagnosticada com câncer de mama e decidiu se suicidar com clorofórmio para evitar o sofrimento da doença. Gilman iniciou no mundo do trabalho vendendo barras de sabonete de porta em porta. Mais tarde se tornou uma proeminente reformista social, reivindicando a igualdade de classes e os direitos das mulheres. Além de contos e romances, Gilman também escreveu ensaios e deu palestras, principalmente sobre as causas sociais pelas quais lutava.

Bom, então é isso por hoje!

#GrandeDesafioCultoBooktuber - livro em domínio público
#52em52 - Semana 24
#Desafio O vendedor de livros - livro escrito há mais de 100 anos

**Gravei um vídeo pessoal, vem espiar**


beijoss

3 comentários:

  1. Que dica legal! Vou ler!
    Bem dentro desse tema do feminismo, há poucos dias li "A Invenção das Asas" de Sur Monk Kidd, e achei um livro maravilhoso!
    Inspirado na figura histórica de Sarah Grimke, o livro conta a história de duas meninas e depois mulheres na busca pela liberdade, uma escrava negra e sua sinhazinha branca, mas mulher... Me apaixonei! Você já leu? Acho que gostaria!
    Beijo e boa semana! ;)

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    1. Oi Tabita, dessa autora estou com a VIDA secreta das abelhas e parece ser polêmico também, algo a ver com escravos. Esse outro dela está na minha wishlist também!
      Beijos e obrigadooo

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    2. Esta semana comprei "A Vida secreta das Abelhas" também! Será um dos meus próximos... Beijo!!!

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