Conversinha - A amante do General Japonês 34/52

Oláááááááááá

Olha eu aqui de novo! rs

Sabe aqueles livros que te deixam com um sorriso no rosto? (acho que já usei essa expressão por esses dias com outro livro, mas tá valendo!), pois é, esse livro é desses. Despretensioso e muito bom. Eu tenho esse livro há anos, lembro que comprei pela capa que achei linda, sem nunca ter ouvido falar dele ou da autora, e foi uma grata surpresa! Leiturinha mais gostosa.

Cultura totalmente adversa da nossa, o que me fez pensar que os orientais tem mesmo uma pegada mais light da vida, uma busca de espiritualidade maior do que nós, os ocidentais. A personagem é maravilhosa, um exemplo de simplicidade, humildade, amor ao próximo e que em sua jornada sofreu, amou, foi amada e se descobriu. Se tornou ela mesma, se aceitou, se transbordou. Amei demais!

Sei que não é um livro muito conhecido, mas super indico a todos. Ah, também tem uns fatos históricos bem legais e uma pegada bem leve da Segunda Guerra, contando o lado da ocupação japonesa, nesse caso na Malásia e a sua derrocada quando perderam a guerra.


Segundo romance da malasiana Rani Manicka, autora de Trilha de sonhos, a chegar ao Brasil pela Rocco, A amante do general japonês traz de volta um pouco dos costumes, da cultura e dos mitos orientais por meio da história de Parvathi, uma mulher de origem simples nascida no Ceilão que, ainda jovem, é vendida por seu pai a um malasiano rico. Com uma trama cheia de surpresas e uma prosa envolvente, a autora acompanha a trajetória desta personagem cativante que, apesar de não ter qualquer poder sobre seu destino, sempre se manteve fiel a sua essência e, acima de tudo, nunca deixou de sonhar com um grande amor.

No livro, a jovem Parvathi é uma mulher sonhadora e capaz de encantar qualquer pessoa que a cerque, menos seu próprio marido, Kasu Marimuthu, homem de muitas posses na Malásia, mas que também coleciona cicatrizes ao longo da vida, o que acaba por torná-lo um pouco frio e insensível em seu relacionamento.

Sua indiferença pela esposa, no entanto, tem início logo no começo do relacionamento, quando percebe que foi enganado pelo pai da menina, que havia lhe enviado uma fotografia de uma moça diferente e mais bonita do que Parvathi.

Apesar disso, com o passar do tempo, Marimuthu vai reconhecendo na esposa uma mulher bonita e, acima de tudo, virtuosa e dedicada; aos poucos, a pequena Sita, como ele mesmo a chamava, vai ganhando a sua confiança, mas jamais o seu coração e o amor que ela tanto sonhara em ter na vida.

Ao longo da história, diversos ensinamentos, costumes e crenças orientais são transmitidos, de forma agradável e natural na trama. Também aparecem personagens com grande carga espiritual, como Parvathi mesma designa: Maya, a curandeira, e Kupu, o profeta. Mas a história não para por aí. Quando o leitor já não espera mais que Parvathi encontre seu grande amor, eis que surge um surpreendente romance.

Em meio a uma grande tensão na Malásia, com o país sendo invadido por tropas japonesas, Parvathi fica viúva e tem que enfrentar a chegada dos soldados da Terra do Sol Nascente apenas com a sua própria força interior, seu pequeno filho Kuberan, sua enteada Rubini e Maya, a antiga empregada da casa que se tornara sua fiel escudeira e grande amiga. Mas este talvez seja o momento mais importante da vida de Parvathi. Apesar de perder praticamente todos os bens herdados do marido, ela ganha algo que jamais o dinheiro pagaria, uma experiência única de amor que marca sua vida para sempre.



Bom, entao é isso por hoje.

Com esse livro participo dos seguintes projetos:
- 52em52
- Leitura Inesquecível
- Desafio O vendedor de livros (livro escolhido pela capa)
- Desafio para a vida (cultura muito diferente da sua)
- Desafio esquecidos na estante (atrasada de março) livro escolhido pela capa
- Projeto Tem que ler mesmo? (Ásia)

Beijossss

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